T-shirt sizing: o que é, escala PP-GG e como converter em story points
T-shirt sizing é uma estimativa relativa em tamanhos (PP, P, M, G, GG) em vez de números. É rápida e boa para triagem de backlog e roadmap. Depois, o time pode mapear cada tamanho para pontos Fibonacci, como P=2, M=3, G=5, se precisar medir velocidade.
O que é t-shirt sizing
T-shirt sizing é uma técnica de estimativa relativa que troca números por tamanhos de roupa: PP, P, M, G e GG. Em vez de perguntar quantos pontos um item vale, o time pergunta se ele é pequeno, médio ou grande em comparação com outros itens.
A força da técnica é a velocidade. Todo mundo entende a diferença entre P e GG sem explicação, e a conversa não escorrega para falsa precisão. Por isso ela é comum em triagem de backlog grande e em conversas de roadmap com pessoas fora do time técnico.
A limitação também é a velocidade: tamanhos não formam uma escala numérica e não acumulam velocidade de sprint sozinhos. Quando o time precisa medir quantos pontos entrega por sprint, chega a hora de converter.
T-shirt sizing é primo do planning poker: mesmo voto secreto, mesmo reveal simultâneo, com letras no lugar dos números. O que muda é a granularidade. Tamanhos servem a conversas mais amplas, em que a diferença entre M e G já basta para decidir.
Escala típica e o que cada tamanho significa
Não existe escala oficial. A mais usada tem cinco tamanhos, com versões estendidas nas pontas. Os significados abaixo são uma convenção comum, não uma regra, e devem ganhar exemplos do seu produto.
| Tamanho | Leitura comum | Exemplo |
|---|---|---|
| PP | Ajuste trivial, quase sem risco | Correção de texto ou de rótulo |
| P | Pequeno e bem entendido | Validação extra em um formulário |
| M | Médio, caminho claro | Tela nova ligada a dados existentes |
| G | Grande, com integrações ou casos extras | Checkout com novo meio de pagamento |
| GG | Grande demais para uma sprint | Relatório com agregação nova |
Alguns times adicionam um PP ainda menor para itens quase prontos e um GG maior para o que precisa ser dividido. Cinco tamanhos dão conta da maioria dos casos; mais que isso reintroduz a precisão que a técnica tenta evitar.
Um combinado que economiza discussão: em caso de divergência entre dois tamanhos vizinhos, siga com o maior. É a postura mais segura, e você sempre pode dividir o item depois.
Como fazer em 6 passos
- Escolha a escala. Cinco tamanhos bastam. Defina antes de começar e deixe os nomes visíveis para todos.
- Separe histórias de referência. Uma por tamanho, já entregues e conhecidas pelo time. Elas ancoram as comparações.
- Apresente o item. Quem conhece a história lê contexto e critérios de aceite em voz alta, como num planning poker.
- Votem em segredo. Cada pessoa escolhe um tamanho sem ver o dos outros, para evitar a ancoragem do primeiro voto.
- Revelem e comparem. Divergência entre vizinhos fecha no maior; distância de dois tamanhos ou mais pede conversa antes de fechar.
- Registre o tamanho. O tamanho vai para o item, e a próxima história entra por comparação com as referências.
Se o time já trabalha com pontos, dá para votar as histórias na sala do Pointly e converter os tamanhos depois. Crie uma sala para testar o fluxo.
Converter tamanhos em story points
Quando o time precisa de números para acompanhar velocidade, uma conversão resolve. As duas propostas mais comuns vêm de material de treinamento da Teaching Agile e servem como ponto de partida, não como padrão universal.
| Tamanho | Conversão linear | Conversão ponderada |
|---|---|---|
| PP | 1 | 1 |
| P | 2 | 3 |
| M | 3 | 5 |
| G | 5 | 8 |
| GG | 8 | 13 |
A linear espelha direto o Fibonacci e é mais fácil de explicar. A ponderada assume que itens grandes são desproporcionalmente mais incertos, o que costuma encaixar melhor na prática. Escolha uma, registre a decisão e mantenha até que o time tenha motivo forte para trocar.
Quem usa um sexto tamanho segue a progressão: 13 na linear e 21 na ponderada. Evite a conversão por horas, do tipo "P equivale a 4 horas". Ela mistura as duas unidades que a técnica separou de propósito e transforma tamanho em compromisso de agenda.
Independentemente da tabela escolhida, registre a conversão numa nota do time. Se a régua mudar no meio do trimestre, as contas de velocidade do período inteiro perdem comparabilidade.
T-shirt sizing vs story points vs planning poker
As três coisas operam em camadas diferentes e não competem entre si.
| Ferramenta | O que é | Quando usar |
|---|---|---|
| T-shirt sizing | Escala de tamanhos | Triagem rápida de backlog grande e roadmap |
| Story points | Escala numérica relativa | Backlog que vai virar sprint; medir velocidade |
| Planning poker | Ritual de votação em grupo | Quando a estimativa precisa de mais de uma cabeça |
A combinação comum é triar o roadmap em tamanhos, detalhar as histórias do próximo sprint em pontos e usar o planning poker em cada rodada. O guia de story points aprofunda a escala numérica, e o de Fibonacci explica o porquê dos valores.
Backlog grande: estimativa por afinidade
Com centenas de itens, votar um por um não escala. A alternativa é a estimativa por afinidade: o time agrupa itens semelhantes e só depois atribui um tamanho a cada grupo.
- Espalhe os itens. Cards ou lista compartilhada, com tudo visível ao mesmo tempo.
- Agrupe em silêncio. Cada pessoa move itens parecidos para o mesmo grupo, sem discutir ainda.
- Nomeie os grupos. Um tamanho ou uma referência por grupo, comparando com as histórias conhecidas.
- Estime só as dúvidas. Itens que ficaram na fronteira entre grupos voltam para votação normal.
A afinidade ganha tempo na triagem, mas não substitui a discussão das histórias incertas. Os itens de fronteira são justamente onde a conversa rende mais.
Depois da triagem, os itens que entram no sprint voltam ao fluxo normal: votação item a item em pontos. A afinidade é porteira, não substitui o refinamento.
Erros comuns
- Confundir tamanho com horas. Tamanho é esforço relativo. Traduzir para horas na mesma frase devolve a falsa precisão que a técnica evita.
- Estimar item grande demais. Item GG precisa ser dividido, não espremido em uma sprint com um tamanho menor para caber.
- Trocar a escala toda sprint. A régua só acumula sentido com estabilidade. Trocar os nomes ou os cortes reinicia o aprendizado.
- Converter para pontos e cobrar os pontos. A conversão existe para prever, não para virar meta. Quando o número vira cobrança, ele infla.
- Estimar roadmap sem contexto de produto. Tamanho sem valor de negócio produz uma fila bonita e sem prioridade. As duas conversas precisam andar juntas.
- Usar t-shirt sizing para tudo. Tamanhos brilham na triagem; no sprint, a granularidade dos pontos evita que itens próximos pareçam iguais.
Veja também: Fibonacci na estimativa ágil para entender os valores da conversão e o comparativo de ferramentas para escolher a sala.
Perguntas frequentes
O que é t-shirt sizing?
É uma técnica de estimativa relativa que usa tamanhos de roupa (PP, P, M, G, GG) em vez de números. O time compara histórias entre si e escolhe o tamanho que representa o esforço. É rápida e funciona bem para triagem de backlog e conversas de roadmap.
Qual a diferença entre t-shirt sizing e story points?
Tamanhos são nomes, pontos são números. Os dois medem a mesma coisa, o tamanho relativo do item. Tamanhos são mais rápidos e mais fáceis de explicar; pontos acumulam velocidade de sprint e entram em contas de previsão com mais naturalidade.
Como converter P, M, G em story points?
Use uma tabela fixa e mantenha a mesma para o time todo. Uma conversão comum é PP=1, P=2, M=3, G=5, GG=8, que segue Fibonacci. Outra proposta pondera mais o topo: 1, 3, 5, 8 e 13. Escolha uma e registre a decisão.
Quando usar t-shirt sizing?
Em triagem de backlog grande, conversas de roadmap e alinhamentos com pessoas fora do time técnico. Também serve no começo de um time novo, antes de a escala numérica fazer sentido. Para histórias que vão entrar em sprint, pontos costumam funcionar melhor.
Dá para fazer t-shirt sizing com planning poker?
Dá: use cartas com letras e siga o mesmo ritual, voto secreto e reveal simultâneo. O deck do Pointly é Fibonacci, sem cartas de tamanho, então quem quer jogar em letras precisa de um baralho com P, M e G.
Quantos tamanhos usar?
Cinco cobrem a maioria dos casos: PP, P, M, G e GG. Menos que isso fica difícil de diferenciar; mais que isso traz de volta a precisão que a técnica tenta evitar. O importante é que o time conheça as referências de cada tamanho.
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