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T-shirt sizing: o que é, escala PP-GG e como converter em story points

T-shirt sizing é uma estimativa relativa em tamanhos (PP, P, M, G, GG) em vez de números. É rápida e boa para triagem de backlog e roadmap. Depois, o time pode mapear cada tamanho para pontos Fibonacci, como P=2, M=3, G=5, se precisar medir velocidade.

7 min de leitura · Pointly · atualizado em outubro de 2026

O que é t-shirt sizing

T-shirt sizing é uma técnica de estimativa relativa que troca números por tamanhos de roupa: PP, P, M, G e GG. Em vez de perguntar quantos pontos um item vale, o time pergunta se ele é pequeno, médio ou grande em comparação com outros itens.

A força da técnica é a velocidade. Todo mundo entende a diferença entre P e GG sem explicação, e a conversa não escorrega para falsa precisão. Por isso ela é comum em triagem de backlog grande e em conversas de roadmap com pessoas fora do time técnico.

A limitação também é a velocidade: tamanhos não formam uma escala numérica e não acumulam velocidade de sprint sozinhos. Quando o time precisa medir quantos pontos entrega por sprint, chega a hora de converter.

T-shirt sizing é primo do planning poker: mesmo voto secreto, mesmo reveal simultâneo, com letras no lugar dos números. O que muda é a granularidade. Tamanhos servem a conversas mais amplas, em que a diferença entre M e G já basta para decidir.

Escala típica e o que cada tamanho significa

Não existe escala oficial. A mais usada tem cinco tamanhos, com versões estendidas nas pontas. Os significados abaixo são uma convenção comum, não uma regra, e devem ganhar exemplos do seu produto.

TamanhoLeitura comumExemplo
PPAjuste trivial, quase sem riscoCorreção de texto ou de rótulo
PPequeno e bem entendidoValidação extra em um formulário
MMédio, caminho claroTela nova ligada a dados existentes
GGrande, com integrações ou casos extrasCheckout com novo meio de pagamento
GGGrande demais para uma sprintRelatório com agregação nova

Alguns times adicionam um PP ainda menor para itens quase prontos e um GG maior para o que precisa ser dividido. Cinco tamanhos dão conta da maioria dos casos; mais que isso reintroduz a precisão que a técnica tenta evitar.

Um combinado que economiza discussão: em caso de divergência entre dois tamanhos vizinhos, siga com o maior. É a postura mais segura, e você sempre pode dividir o item depois.

Como fazer em 6 passos

  1. Escolha a escala. Cinco tamanhos bastam. Defina antes de começar e deixe os nomes visíveis para todos.
  2. Separe histórias de referência. Uma por tamanho, já entregues e conhecidas pelo time. Elas ancoram as comparações.
  3. Apresente o item. Quem conhece a história lê contexto e critérios de aceite em voz alta, como num planning poker.
  4. Votem em segredo. Cada pessoa escolhe um tamanho sem ver o dos outros, para evitar a ancoragem do primeiro voto.
  5. Revelem e comparem. Divergência entre vizinhos fecha no maior; distância de dois tamanhos ou mais pede conversa antes de fechar.
  6. Registre o tamanho. O tamanho vai para o item, e a próxima história entra por comparação com as referências.

Se o time já trabalha com pontos, dá para votar as histórias na sala do Pointly e converter os tamanhos depois. Crie uma sala para testar o fluxo.

Converter tamanhos em story points

Quando o time precisa de números para acompanhar velocidade, uma conversão resolve. As duas propostas mais comuns vêm de material de treinamento da Teaching Agile e servem como ponto de partida, não como padrão universal.

TamanhoConversão linearConversão ponderada
PP11
P23
M35
G58
GG813

A linear espelha direto o Fibonacci e é mais fácil de explicar. A ponderada assume que itens grandes são desproporcionalmente mais incertos, o que costuma encaixar melhor na prática. Escolha uma, registre a decisão e mantenha até que o time tenha motivo forte para trocar.

Quem usa um sexto tamanho segue a progressão: 13 na linear e 21 na ponderada. Evite a conversão por horas, do tipo "P equivale a 4 horas". Ela mistura as duas unidades que a técnica separou de propósito e transforma tamanho em compromisso de agenda.

Independentemente da tabela escolhida, registre a conversão numa nota do time. Se a régua mudar no meio do trimestre, as contas de velocidade do período inteiro perdem comparabilidade.

T-shirt sizing vs story points vs planning poker

As três coisas operam em camadas diferentes e não competem entre si.

FerramentaO que éQuando usar
T-shirt sizingEscala de tamanhosTriagem rápida de backlog grande e roadmap
Story pointsEscala numérica relativaBacklog que vai virar sprint; medir velocidade
Planning pokerRitual de votação em grupoQuando a estimativa precisa de mais de uma cabeça

A combinação comum é triar o roadmap em tamanhos, detalhar as histórias do próximo sprint em pontos e usar o planning poker em cada rodada. O guia de story points aprofunda a escala numérica, e o de Fibonacci explica o porquê dos valores.

Backlog grande: estimativa por afinidade

Com centenas de itens, votar um por um não escala. A alternativa é a estimativa por afinidade: o time agrupa itens semelhantes e só depois atribui um tamanho a cada grupo.

  1. Espalhe os itens. Cards ou lista compartilhada, com tudo visível ao mesmo tempo.
  2. Agrupe em silêncio. Cada pessoa move itens parecidos para o mesmo grupo, sem discutir ainda.
  3. Nomeie os grupos. Um tamanho ou uma referência por grupo, comparando com as histórias conhecidas.
  4. Estime só as dúvidas. Itens que ficaram na fronteira entre grupos voltam para votação normal.

A afinidade ganha tempo na triagem, mas não substitui a discussão das histórias incertas. Os itens de fronteira são justamente onde a conversa rende mais.

Depois da triagem, os itens que entram no sprint voltam ao fluxo normal: votação item a item em pontos. A afinidade é porteira, não substitui o refinamento.

Erros comuns

  • Confundir tamanho com horas. Tamanho é esforço relativo. Traduzir para horas na mesma frase devolve a falsa precisão que a técnica evita.
  • Estimar item grande demais. Item GG precisa ser dividido, não espremido em uma sprint com um tamanho menor para caber.
  • Trocar a escala toda sprint. A régua só acumula sentido com estabilidade. Trocar os nomes ou os cortes reinicia o aprendizado.
  • Converter para pontos e cobrar os pontos. A conversão existe para prever, não para virar meta. Quando o número vira cobrança, ele infla.
  • Estimar roadmap sem contexto de produto. Tamanho sem valor de negócio produz uma fila bonita e sem prioridade. As duas conversas precisam andar juntas.
  • Usar t-shirt sizing para tudo. Tamanhos brilham na triagem; no sprint, a granularidade dos pontos evita que itens próximos pareçam iguais.

Veja também: Fibonacci na estimativa ágil para entender os valores da conversão e o comparativo de ferramentas para escolher a sala.

Perguntas frequentes

O que é t-shirt sizing?

É uma técnica de estimativa relativa que usa tamanhos de roupa (PP, P, M, G, GG) em vez de números. O time compara histórias entre si e escolhe o tamanho que representa o esforço. É rápida e funciona bem para triagem de backlog e conversas de roadmap.

Qual a diferença entre t-shirt sizing e story points?

Tamanhos são nomes, pontos são números. Os dois medem a mesma coisa, o tamanho relativo do item. Tamanhos são mais rápidos e mais fáceis de explicar; pontos acumulam velocidade de sprint e entram em contas de previsão com mais naturalidade.

Como converter P, M, G em story points?

Use uma tabela fixa e mantenha a mesma para o time todo. Uma conversão comum é PP=1, P=2, M=3, G=5, GG=8, que segue Fibonacci. Outra proposta pondera mais o topo: 1, 3, 5, 8 e 13. Escolha uma e registre a decisão.

Quando usar t-shirt sizing?

Em triagem de backlog grande, conversas de roadmap e alinhamentos com pessoas fora do time técnico. Também serve no começo de um time novo, antes de a escala numérica fazer sentido. Para histórias que vão entrar em sprint, pontos costumam funcionar melhor.

Dá para fazer t-shirt sizing com planning poker?

Dá: use cartas com letras e siga o mesmo ritual, voto secreto e reveal simultâneo. O deck do Pointly é Fibonacci, sem cartas de tamanho, então quem quer jogar em letras precisa de um baralho com P, M e G.

Quantos tamanhos usar?

Cinco cobrem a maioria dos casos: PP, P, M, G e GG. Menos que isso fica difícil de diferenciar; mais que isso traz de volta a precisão que a técnica tenta evitar. O importante é que o time conheça as referências de cada tamanho.

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